Monday, July 14, 2008




"Quando as coisas deixam de durar, alteram-se. O simples facto de deixarem de ser, altera-as, por mais que procuremos fazê-las estancar. Apetecia-me ter gravado fitas com as nossas conversas, filmes com os nossos passeios. Mas depois, quando olhasse para o filme, eu seria outro. Um outro a matutar a imagem que já não era eu, que já não eras tu, apenas aura - essa aura que os filmes fabricam, luz do que já não é, do que já nunca fomos, mesmo que o tenhamos sido."


Fazes-me falta - Inês Pedrosa

Wednesday, June 25, 2008

Escrever? O que é isso. Já não escrevo há séculos, já não uso as palavras para um fim inútil como este. Falta-me tempo, faltam-me sonhos. Já nada parece fazer sentido como fazia antes.
Sabes, às vezes basta uma palavra para me fazer chorar, e nem mil para me fazer sorrir. E tu continuas a tentar, inexplicavelmente, enquanto tudo o que eu quero é afastar-me, desligar-me de tudo para não sofrer.
Ate estas míseras palavras já soam mal. Perdi o jeito, perdi tudo. Parece que tudo aquilo que sou se desvaneceu, se tornou em algo sem sentido. E é assim a minha vida, sem sentido.
E é assim a vida, a minha vida. Parece tudo inexplicavelmente perto do abismo. Mas não, parece que estás tu lá para me demover. Porquê? Porque é que insistes em ficar lá? Se não me amas porque é que não me deixas?

Porque é que não me deixas? Porque é que quando adormeço sonho contigo? Porque é que quando acordo tu apareces na minha mente? Porque é que quando ligo o telemóvel tenho uma mensagem tua?
É difícil lutar contra ti, porque me atas as mãos com o teu sorriso. É difícil, sabias?
É difícil deixar de pensar em ti, porque o teu perfume persiste na minha roupa.
É difícil ficar zangada contigo quando me olhas assim. É difícil estar aqui.
E difícil deixar de te amar, porque continuas ali, sempre ali, no meu mundo.

É difícil escrever algo sabendo que nem com todas as palavras do mundo conseguirei escrever algo que te descreva minimamente. Posso tentar, se me deixares.

Sabias que tens cinco sorrisos?
Um quando te contam uma piada,
Um quando gozas com alguém,
Um quando finges ter achado graça,
Um quando falas dos teus amigos e do que mais gostas,
E outro quando sorris para mim.

@

Sunday, June 1, 2008

Sorrir @


porque o teu sorriso é maravilhoso,

porque tenho saudades do teu sorriso,

porque o teu sorriso, tal como o de todos os meus amigos (verdadeiros) me contagia,

porque o sorriso mostra o melhor de nós,

porque é bom ver alguém sorrir, mesmo tendo vontade de chorar,

porque é a expressão mais verdadeira que se pode demonstrar,


porque gosto de te ver sorrir, e gosto que me faças sorrir...


:)

Saturday, May 31, 2008

Friday, May 23, 2008

Não,

não porque o teu sorriso não é tão brilhante como o dele,
não porque as tuas palavras não têm o mesmo significado das dele,
não porque os teus beijos não se aproximam do valor dos abraços dele,
não porque os teus sonhos não me fascinam como os dele,
não porque tu não me fazes viajar pelo Universo como ele,
não porque as tuas brincadeiras não se assemelham às dele,
não porque cometi um erro estando contigo e pensando nele.

Não @

Penso-te...tanto

O mundo gira demasiado depressa para mim, não o consigo acompanhar nessa viagem à velocidade da luz. Espera-me,
não me deixes só nesta escuridão meu amor.


Grito-te,
penso-te
e tu apenas sorris, nessa essência imutável que me faz sorrir também.

Friday, April 18, 2008

Ele e o Abismo

Ali. Ele e o abismo. Como dois amigos prestes a tornarem-se inseparáveis. Estavam ali ambos tão perto, e ele queria tanto mergulhar nesse abismo de incerteza, por termo a uma vida de sofrimento, a uma vida que lhe parecia sem sentido. Será que vale a pena?

É esse abismo que vive em muitos de nós, como um amigo traiçoeiro que quando estamos tristes não nos dá a mão, mas leva-nos a cometer as mais absurdas loucuras.
É esse amigo que não lhe iria mostrar essa mão.

Não há vidas sem sentido. Todos nós sofremos, talvez todos os dias. A cada dia que passa alguém nos mata um pouco. Mas não importa, porque há coisas que valem mais que esse assassínio constante da vida. Há amigos, sorrisos, brincadeiras, abraços verdadeiros e mãos que estão lá para nos segurar quando o maior dos abismos se parece abater sobre nós.

Será que ele ainda quer saltar? Será que o vão fazer saltar?

Ninguém sabe. Talvez porque também não querem saber.

Temos sempre o amanhã para descobrir.